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A Nova geração não é o problema: gestão é

Sempre que empresas enfrentam dificuldades de engajamento, produtividade ou retenção, uma explicação surge rapidamente: “a nova geração mudou”. Essa narrativa é confortável e estrategicamente equivocada.

A chamada “crise geracional” não nasce do comportamento dos jovens, mas da incapacidade de muitos modelos de gestão acompanharem a evolução do mercado de trabalho.

Por que culpar a nova geração é um erro estratégico

Atribuir falhas estruturais a características geracionais simplifica um problema complexo e desloca o foco do que realmente importa.

Quando tudo é “culpa da nova geração”:

  • processos não são revisados
  • lideranças não são avaliadas
  • modelos ultrapassados permanecem intactos

O discurso emocional substitui a análise racional. Esse tipo de narrativa não resolve o problema, apenas adianta o próximo conflito.

O que realmente mudou no mercado de trabalho

A nova geração:

  • questiona mais
  • exige clareza
  • rejeita ambiguidade
  • responde mal à autoridade sem critério

Isso não é ruptura cultural. É consequência de um mercado mais transparente, competitivo e informado.

Hoje, informações sobre carreira, gestão e mercado estão acessíveis. Modelos baseados apenas em hierarquia, improviso ou promessas vagas deixaram de funcionar.

Gestão é a variável central da equação

Empresas que operam com objetivos bem definidos, papéis claros, feedback estruturado e liderança acessível, não enfrentam crise geracional. Enfrentam execução consistente.

Onde há conflito frequente, geralmente existem:

  • onboarding frágil
  • supervisão inexistente
  • expectativas desalinhadas
  • ausência de critérios claros

O problema não é a geração. É o sistema.

Programas de estágio expõem a qualidade da gestão

O estágio funciona como um amplificador organizacional. Ele torna visível aquilo que muitas vezes passa despercebido em cargos mais seniores.

  • Gestão estruturada: acelera aprendizado
  • Liderança presente: desenvolve talentos
  • Critérios claros: fortalecem cultura

Gestão frágil gera frustração rapidamente. Não porque a nova geração seja “difícil”, mas porque ela não aceita sistemas mal desenhados em silêncio.

Empresas que ainda tratam estágio como mão de obra barata, confundem cobrança com liderança, prometem aprendizado sem estrutura ou operam sem critérios claros de formação, correm o sério risco de não atrair e nem reter novos talentos. Esse modelo de gestão não está “ameaçado pela nova geração”. Está naturalmente eliminado pelo mercado.

O que a nova geração realmente revela

A nova geração não é o problema a ser corrigido. Ela é o termômetro da maturidade da gestão.

Empresas não precisam de discursos nostálgicos sobre “como era antes”.
Precisam de processos claros, liderança consistente e programas reais de formação.

Quem entende isso, forma talentos. Quem não entende, reclama.

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